Carta aberta.

Quando me perguntares. Qual o sentido da vida?

Responderei sem hesitar que, o sentido da vida é a doação!

Por mais boba que possa parecer essa resposta, para mim é a mais completa, a mais concreta, a mais verdadeira.

Se eu disser que é o amor, não estarei sendo completa, pois não amamos o tempo todo.

Se eu disser que é a felicidade, estarei mentindo, por que não somos felizes o tempo todo.

Se eu disser que é a paz, estarei sendo hipócrita, pois se temos raiva não temos paz.

Mas quando nos doamos, Ahhh isso não tem valor que pague, não tem palavras que expresse, não tem sentimento que se explica.

A doação é o que tem de mais puro, de mais nobre e de mais verdadeiro no ser humano. A doação cura feridas, a alma, a dor. Não tem maldade que impera na doação, não tem sorrisos que se apaga e não tem uma alma aflita que não se cura.

O sorriso e a palavra de um amigo, cura a nossa dor, nossa falta de ânimo, nossa vontade de estagnar. Eu posso jurar e sem medo de errar, que nesses dois anos de Papoterapia, não teve um encontro sequer, que chegaste alguém com uma alma aflita e não saísse curada.

Mas o que é isso? É uma sessão de alguma religião?

__ Não! É o encontro mais puro, onde se desnuda a alma, acalma a fala e aquieta o coração. Onde se ouve e fala, onde sorri e canta, onde abraça e é abraçado, onde ninguém tem cor, raça e nem religião. Onde a história é verdadeira, simples e rica. Numa boa conversa, onde se fala o que sente e alivia a mente.

Dedico esse poema aos meus amigos ilustres da PAPOTERAPIA de Nova Odessa.

Gratidão a Deus pelo privilégio de estar na companhia de todos da Papoterapia. E gratidão ao Dr. Wilson Urbini e a Roseli D Morais por me dar esse presente de sempre estarmos juntos.

Nova Odessa, 11 de Abril de 2019  

                                                                      Claudina Granzotto