Estresse causa envelhecimento precoce.

O estresse é uma reação natural do nosso corpo a situações tensas e de nervosismo. Momentos estressantes são benéficos, pois eles melhoram seu desempenho no trabalho e nos relacionamentos. Porém, se constantemente você vem sentindo seu coração acelerar, os músculos se retesarem e o suor tomar conta do seu corpo, cuidado!

Atualmente sabe-se que um agente estressor intenso leva a alterações hormonais e pode ser o desencadeador de complicações, principalmente diabetes e hipertensão.

O estresse como desencadeador de muitas doenças, acelera o processo de envelhecimento das células.

Tudo isso ocorre porque o corpo se prepara para situações em que ele precisa lutar ou fugir. Isso faz com algumas funções básicas do organismo mudem para poupar e canalizar nossa energia. “Primeiro há um disparo hormonal do sistema adrenérgico e depois do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal”, explica o cirurgião geral Marcelo Katayama, instrutor de treinamento com foco em desenvolvimento pessoal e diretor no Núcleo Ser. Primeiro o hormônio adrenalina é liberado e depois o cortisol, e eles têm ações diversas no nosso corpo.

Quando o quadro se torna permanente, porém, isso altera todo o funcionamento do nosso organismo. Nosso cérebro funciona basicamente por meio de neurotransmissores, e quando ocorre um desequilíbrio químico, leva à diversas doenças mentais. O cérebro pode entrar em fadiga, levando a um quadro de esgotamento ou sintomas como a dor de cabeça podem aparecer quando o estresse se torna muito prolongado.

Outra forma de o estresse afetar nossa mente é através da forma como pensamos. Os significados que você atribui às situações fazem com que você enxergue o estímulo como estressor ou não, dessa forma, quem tem pensamento negativo o tempo inteiro retroalimenta o circuito estressor em um círculo vicioso. A liberação inicial da adrenalina aumenta os batimentos cardíacos e com isso vem a hipertensão. Além disso, com o tempo o processo favorece deposição de gordura das artérias, endurecendo-as e também favorecendo a aterosclerose, condição que resulta em infarto e AVC.

Um estudo chamado Interheart mostrou que o estresse permanente aumenta o risco de infarto na América Latina em 180%.

Existem também transtornos mais específicos ligados ao nervosismo e ao coração. “É o caso da doença de Takotsubo ou síndrome do coração partido, em que, após uma perda ou um grande fator estressante, o indivíduo pode apresentar disfunção cardíaca”, lembra a cardiologista Luciana Janot, do Hospital Israelita Albert Einstein.

O acúmulo de gordura não ocorre apenas nas artérias. O cortisol aumenta a gordura corporal, causando um quadro de inflamação. Além disso, a glicose deixa de ser absorvida pelo tecido adiposo, para se tornar mais disponível no corpo para os músculos, afinal o organismo precisa de energia suficiente para lutar ou fugir.

Mas se esses índices ficarem elevados em longo prazo, resultam na maior produção do hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar dentro das células. Com o tempo alguns tecidos ficam resistentes a esse hormônio, sendo necessária sua maior quantidade para a absorção da glicose. O resultado é um quadro de resistência à insulina, fator de risco para diabetes tipo 2.

A alta da insulina também resulta em uma maior concentração de tecido adiposo no abdômen, tipo de gordura mais perigosa para a saúde.

No saldo final, os sintomas de resistência insulínica, acúmulo de gordura abdominal, hipertensão e aumento do índice de triglicérides resultam na chamada síndrome metabólica.

O estresse prepara nosso corpo para lutar ou fugir, a musculatura é um instrumento essencial para esse mecanismo. Por isso mesmo, nossos músculos ficam tensionados durante o estresse, prontos para entrar em ação. Porém, se o estresse se tornar prolongado o organismo pode exaurir sua capacidade de resposta e levar a lesões crônicas físicas e mentais. Essa contração muscular resulta em micro lesões que são importantes para causar a hipertrofia do músculo. Mas eles necessitam de repouso para reparação dessas micro lesões da estrutura e recuperação do conteúdo energético. Com estresse prolongado o músculo sofre fadiga e assim pode inclusive não se desenvolver.

Os momentos estressantes sempre atacam o seu estômago? Pode ter certeza, o problema não é só com você! “Quando os níveis de cortisol estão altos, esses hormônios inibem o muco da parede gástrica, que naturalmente protege o tecido desse órgão dos ácidos usados na digestão”, ensina o cirurgião geral Katayama. Isso torna o estressado muito mais predisposto a gastrite ou úlceras. Mas a digestão inteira acaba sofrendo. “Há uma redução no tônus e nos movimentos peristálticos da camada interna do intestino, prejudicando a digestão”, explica a cardiologista Janot.

Quando a tensão chega para ficar, a imunidade também passa a funcionar de forma diferente. O estresse crônico reduz o intervalo de erro que o organismo consegue tolerar, fazendo com que agressões que eram previamente administradas a contento, agora se tornem problemas incontroláveis.

O desgaste emocional, acaba desgastando totalmente as células do corpo todo, ocasionando lesões inflamatórias. Pode desenvolver um câncer em diferentes partes do corpo, problemas na pele como psoríase, queda de cabelo, falta de ar, unhas quebradiças, pele opaca e manchada, problemas nos rins, fígado, útero e intestino.

Esses são alguns do resultado do estresse, pois em muitos casos com um nível mais alto ele progride para uma depressão e suicídio.

Portanto, quando sentir algum desequilíbrio no seu corpo, procure imediatamente um terapeuta, pois ele irá te ajudar a achar o ponto de partida do estresse e trazer o equilíbrio de volta. Sua mente comanda seu corpo o tempo todo.

Se queres uma aparência bela e jovem, cuide da sua mente. É ela  quem decide quantos anos você vai aparentar ter.

Psicanalista Claudina Granzotto

4 thoughts on “Estresse causa envelhecimento precoce.

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